REFLEXÃO: "Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano"
Esse texto de Douglas Rushkoff dialoga essencialmente com a desigualdade existente nos dias atuais tanto no âmbito social quanto moral por meio de uma breve conversa com homens bilionários antenados às modificações da sociedade.
Trata-se de uma exemplificação da extrema falta de solidariedade e empatia dos "ultra-ricos" (nome dado a esses pelo autor) além da visão pessimista e cega de um futuro inevitavelmente catastrófico no qual a sobrevivência do ser humano é baseada na capacidade financeira de poucos. Enquanto esses bilionários se ocupam com a tentativa (provavelmente fútil) de preservar suas consciências indefinidamente por meio de gastos astronômicos, poderiam investir naquilo que, segundo eles, é o tendão de Aquiles da espécie humana: a coletividade. Nesse sentido, apesar de terem consciência de seu potencial transformador, se baseiam na ideia ilusória de que não têm capacidade de mudar o rumo aparentemente negativo que leva a humanidade.
Ademais, analisando o aspecto da habitação em conjunto com o grupo, é possível identificar uma grande relação com o individualismo e a segregação presentes na sociedade, principalmente no que tange às classes sociais mais elevadas. Um bom exemplo se refere à construção de condomínios de luxo fechados e afastados da vida cotidiana que reúnem todo tipo de serviço necessário, isolando, assim, os moradores. É importante salientar, contudo, o caráter coletivo da construção e da manutenção dessas habitações fortificadas na medida em que é preciso pessoas que desenvolvam variadas funções nesse contexto. Dessa forma, a maneira pela qual elas são tratadas tem uma importância não visualizada pelos homens ricos, que enxergam as características humanas como um defeito a ser corrigido por máquinas e robôs hipertecnológicos.
Foi discutido também o potencial das novas tecnologias de comunicação de aproximar as pessoas em nome de um bem maior em contraste com a falta de iniciativa por parte da comunidade como um todo.

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